Cultura não é o que está no quadro é o que é tolerado

“Você pode até ter valores lindos no mural da empresa, mas a sua cultura é o que você permite, e o que não permite, todos os dias.”

Na minha posição como líder de equipe e diretora na Armo do Brasil, essa é uma reflexão que aparece com frequência. Não apenas no discurso, mas nas decisões que tomo no do dia a dia, especialmente naquelas situações que exigem posicionamento.

A verdade é que a cultura não é o que está definido em um material institucional. Ela se constrói na forma como a liderança reage, conduz e, principalmente, no que escolhe não endereçar.

Já vivi situações em que um comportamento desalinhado surgia de forma sutil…

Nem sempre é algo evidente ou grave a ponto de exigir uma intervenção imediata, mas é o tipo de situação que gera um incômodo, uma percepção de que aquilo não está totalmente alinhado com o padrão que se espera.

E é justamente nesse ponto que a cultura começa a se revelar.

Porque toda vez que escolhemos relativizar um desvio, mesmo que pequeno, acaba abrindo um precedente. E, no dia a dia, esses precedentes começam a se repetir até virarem parte do que o time entende como aceitável.

Aos poucos, fui entendendo que liderar também passa muito por isso. Não só falar sobre valores nos momentos certos, mas sustentar esses valores nas pequenas situações, inclusive quando isso pede uma conversa mais direta, menos confortável.

Desenvolver uma cultura consistente passa por esse olhar atento ao que está sendo permitido, porque são essas permissões, muitas vezes sutis, que acabam moldando o comportamento do time.

Aproveita e me conta nos comentários: a sua rotina de liderança, o que tem sido permitido e que, na prática, está definindo a cultura do seu time?

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